Especialista da Unimed Guarulhos reforça importância da vacinação, da higiene das mãos e dos cuidados com grupos de risco
Com a chegada do inverno, aumenta a circulação de vírus respiratórios e, consequentemente, os casos de gripe, resfriados e outras infecções que podem evoluir para quadros mais graves. O cenário tem mobilizado autoridades de saúde em todo o país. Em Guarulhos, a Prefeitura ampliou a vacinação contra a influenza para toda a população. Já no Estado de São Paulo, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) mantém alerta para o crescimento das internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Em âmbito nacional, mais de 82 mil casos da síndrome já foram registrados em 2026.
Segundo a médica
infectologista da Unimed Guarulhos, Dra. Flávia Falci, o aumento das doenças
respiratórias nesta época do ano está relacionado a uma combinação de fatores
ambientais e comportamentais.
“Diversos vírus
respiratórios apresentam sazonalidade, ou seja, circulam com mais intensidade
entre os meses de maio e agosto. Além disso, o clima mais seco favorece a
dispersão desses agentes infecciosos. Outro fator importante é que, durante o
frio, as pessoas tendem a permanecer por mais tempo em ambientes fechados e com
pouca ventilação, o que facilita a transmissão”, explica.
Entre as doenças
mais frequentes estão a gripe, os resfriados causados por rinovírus e as
infecções provocadas pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), responsável por
um número significativo de internações, especialmente entre crianças pequenas e
idosos.
A especialista
alerta que alguns grupos merecem atenção especial durante o inverno. “Os
extremos de idade, como crianças pequenas e idosos, apresentam maior risco de
complicações. Também fazem parte dos grupos vulneráveis gestantes, pessoas em
tratamento oncológico, pacientes com doenças autoimunes, HIV ou qualquer outra
condição que comprometa o sistema imunológico”, afirma.
Para essas
pessoas, a recomendação é manter a vacinação em dia, evitar contato próximo com
indivíduos doentes, reforçar a higiene das mãos e procurar atendimento médico
logo nos primeiros sintomas. “Em algumas infecções virais existem tratamentos
específicos que podem ser iniciados precocemente”, destaca.
O que fazer para se prevenir?
A vacinação contra
a gripe continua sendo uma das principais estratégias para prevenir casos
graves, internações e mortes. De acordo com a Dra. Flávia Falci, a imunização
anual é necessária porque o vírus influenza sofre mutações frequentes. “O vírus
da gripe muda constantemente. Por isso, a vacina é reformulada todos os anos
para oferecer proteção contra as cepas que estão circulando naquele período”,
explica.
Embora muitas
infecções respiratórias sejam leves e autolimitadas, alguns sinais indicam a
necessidade de avaliação médica imediata. “A febre persistente, a falta de ar,
a dificuldade para se alimentar, o abatimento excessivo em crianças e idosos e
a piora dos sintomas após um período inicial de melhora são sinais de alerta
importantes”, orienta a infectologista.
Segundo ela, a
higiene das mãos, uma das lições deixadas pela pandemia de Covid-19, continua
sendo fundamental. “A mão é um dos principais veículos de transmissão dos vírus
respiratórios. Por isso, lavar as mãos com frequência ou utilizar álcool em gel
continua sendo uma recomendação indispensável”, afirma. “Já o uso de máscaras
não é mais indicado de forma universal, mas ainda pode ser importante em
situações específicas, como em momentos de pessoas com tosse e espirros, ao
frequentar locais públicos, unidades de saúde ou transporte coletivo. Além
disso, é importante adotar a etiqueta respiratória, cobrindo a boca e o nariz
ao tossir ou espirrar e higienizando as mãos em seguida”, completa.

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